“A encruzilhada é justamente um destes conceitos, que diz o seguinte: não há só um caminho.” (Luiz Rufino)

No dia 23 de novembro de 2022, mais uma vez, tivemos a chance de enxergar diferentes caminhos e criar conexões. Como parte da programação do XVII ENEDS (Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social), organizado pelo NIDES (Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social) e sediado na UFRJ, realizamos pela segunda vez uma oficina, que nasceu sem muitas pretensões no início de 2022. Nela falamos sobre o que fazemos de melhor: mapear.

A oficina foi conduzida pela Alê, com ajuda da Elena, nossas integrantes importantíssimas, e, junto de um grupo de mulheres maravilhosas (todas mascaradas porque saúde vem em primeiro lugar e a COVID-19, infelizmente, ainda está por aí), nós criamos diversos mapas e compartilhamos várias histórias.

Desafiamos as participantes a olharem mapas por uma ótica diferente – como uma forma de criar conexões e contar histórias; desafiamos a olharem para os mapas e entenderem que o jeito tradicional não é o único, e sim, só mais um. Falamos sobre território, sobre pertencer e não pertencer, sobre nossos caminhos na vida, sobre nossas fases e, o mais importante, sobre galinhas – uma história exclusiva para quem esteve presente.

Gislany e Elena
Maria e Esther

Demos o nome de “Encruzilhadas Cartográficas” para a oficina porque acreditamos que existam diversos caminhos e que é no cruzamento entre eles que as coisas acontecem. E pudemos constatar, mais uma vez, que estávamos certos! O caminho dessas cinco mulheres se cruzaram e produziram algo extraordinário! Momentos que não caberiam em mapas tradicionais, mas que nosso jeito de mapear consegue, minimamente, suportar. Os mapas que fazemos e que foram produzidos são sobre histórias, conexões e se encontrar (em si e no outro). 

Sabemos que, no fundo, os mapas sempre vão estar desatualizados, pois, como foi dito acima, eles só conseguem minimamente suportar os momentos que foram vividos. Justamente por isso: por estarmos constantemente vivendo. Então, nosso jeito de mapear é como uma fotografia das histórias que se cruzam e se conectam no ato de mapear. Mas o ato de mapear em si nunca será fielmente registrado em um mapa, mas com certeza será revivido, de alguma forma, a partir dele.